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Países centrais, emergentes e periféricos.

O conceito de país central é utilizado para descrever os países que têm alto nível de desenvolvimento econômico e social, tomando como base alguns critérios. Um dos critérios utilizados para essa classificação é a renda per capita e o valor do produto interno bruto per capita de cada país. Outro critério econômico é a industrialização. Os países onde os setores terciário e quaternário da indústria predominam na economia são considerados desenvolvidos. Mais recentemente, uma outra medida, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), começou a ser utilizado. O IDH mede três dimensões: riqueza, educação e esperança média de vida e é uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma determinada população. Os países desenvolvidos geralmente são os que apresentam IDH elevado. Países que não entram em tais definições são classificados como países em emergentes ou periféricos.

Dentre as principais áreas de diferenciação destas sociedades, estão:

Renda:

Países Periféricos: A pobreza mais severa se encontra nos países subdesenvolvidos (ou periféricos, ou ainda, pobres), esta existe em todas as regiões. O país periférico tem média trienal do PIB per capita de menos de US$ 750, que deve ultrapassar US$ 900 para sair da lista.

Países Emergentes: Algumas organizações internacionais, como o Banco Mundial, usam classificações estritamente numéricas. O Banco Mundial considera todos os países com renda baixa e média como “em desenvolvimento”. Na classificação mais recente, as economias foram divididas usando o produto nacional bruto per capita de 2008. Em 2008, os países com PIB per capita abaixo de US$ 11,905 e acima de US$ 900 foram classificados como emergentes.

Países Centrais: São os países que, como já citado, comandam a economia mundial. Possuem os PIB/IDH mais altos e seus principais representantes são Estados Unidos da América, Alemanha e Japão. Estes se caracterizam também por serem exportadores de produtos terceirizados para, principalmente, os países emergentes. Também é importante destacar que são os credores mundiais, principalmente através do FMI.

Fatores de desenvolvimento humano (educação, saúde, emprego, moradia, segurança).

 

Não existe um consenso, ao longo do tempo e entre as várias escolas de pensamento econômico, sobre a definição de desenvolvimento de um país. Mas é comum o estabelecimento do grau de desenvolvimento de um país através da comparação de estatísticas como o PIB per capita que é equivocado, expectativa de vida, grau de alfabetização e etc. A ONU desenvolveu o IDH, um índice composto de vários parâmetros, que estabelece um indicador de desenvolvimento humano para os países onde os dados são disponíveis. Os países em desenvolvimento possuem valores baixos para esses indicadores em relação aos valores obtidos pelos países considerados desenvolvidos.

Em contra partida, o grupo de países desenvolvidos também é chamado de “países mais desenvolvidos economicamente”, Primeiro Mundo ou países centrais.

Existem alguns países que se encontram no limite dessas duas definições, notadamente o grupo conhecido como BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Esses países são industrializados e têm um grande peso econômico no cenário global, porém falham na distribuição equitativa de renda, fazendo com que haja pobreza e problemas estruturais. É importante destacar também que há países menos industrializados e de baixa projeção econômica mundial, mas que conseguem manter um certo nível de bem estar social.

A educação, por exemplo é avaliada em dois fatores. O primeiro, com peso dois, é a taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade — na maioria dos países, uma criança já concluiu o primeiro ciclo de estudos (no Brasil, o Ensino Fundamental) antes dessa idade. Por isso a medição do analfabetismo se dá, tradicionalmente a partir dos 15 anos. O segundo indicador é a taxa de escolarização: somatório das pessoas, independentemente da idade, matriculadas em algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. Também entram na contagem os alunos supletivo, de classes de aceleração e de pós-graduação universitária,

Já a moradia é diretamente relacionada à economia. Nos países periféricos, é caracterizada pela coletividade do convívio. Isto porque, a grande maioria dos países periféricos têm alto número de população. Nos emergentes, a situação é um meio-termo, havendo locais onde se assemelham aos periféricos e outros que se assemelham aos centrais. Nos países centrais, as moradias são mais luxuosas, havendo poucas famílias desabrigadas (o índice de desabrigados vêm aumentando durante a crise econômica atual.

Principais grupos econômicos

UE – União Européia:  Tem sua origem em 1957 na antiga CEE – Comunidade Econômica Européia. Em 1991 é aprovado em Maastricht (Holanda) o Tratado da União Européia, em 1992 consolida-se o Mercado Comum Europeu, com a eliminação de barreiras alfandegárias entre os países membros. O tratado da União Européia, já composto de dois outros, o da União Política e o da União Monetária e Econômica, que estabelece a criação de uma moeda única, entra em vigor em 1993, com a participação de 15 países, tornando-se o segundo maior bloco econômico do planeta, com uma população de 374 milhões de habitantes e um PIB de 8 trilhões de dólares. Em janeiro de 2007 com a entrada da Romênia e Bulgária a UE passa a ter 27 integrantes. Com essa nova configuração a União Européia passa a contar com uma população de quase 500 milhões de pessoas, 20 línguas oficiais, o PIB (Produto Interno Bruto) em 2004 de aproximadamente 12,6 trilhões de dólares, superior ao PIB americano (11,5 trilhões de dólares), tornando-se o maior bloco econômico do planeta.

NAFTA – North American Free Trade Agreement: O Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta) é um instrumento de integração das economias dos EUA, do Canadá e do México, Iniciado em 1988 por norte-americanos e canadenses, o bloco recebe a adesão dos mexicanos em 1993. Com ele, consolida-se o intenso comércio regional da América do Norte. O Nafta entra em vigor em janeiro de 1994, com um prazo de 15 anos para a total eliminação das barreiras alfandegárias entre os três países membros, Canadá, EUA e México.

MERCOSUL – Mercado Comum do Sul: Criado em 1991. Em 1995, instala-se uma zona de livre comércio, situação em que cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos países membros podem ser comercializadas internamente sem tarifas de importação. O Mercosul cuja estrutura física e administrativa esta sediada em Montevidéu, tem um mercado potencial de 220 milhões de consumidores e um PIB de 1,1 trilhão de dólares. Deve-se considerar também que, no decorrer do século 21, a água será um elemento estratégico essencial, e neste caso é importante destacar que dentro do Mercosul estão as duas maiores bacias hidrográficas do planeta: a do Prata e a da Amazônia. O Mercosul tem como atuais membros Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Venezuela.

ALCA: A Área de Livre Comércio das Américas (Alca) surge em 1994 com o objetivo de eliminar as barreiras alfandegárias entre os 34 países americanos, exceto Cuba. As negociações para consolidação da Alca estão congeladas, pois, entre os seus objetivos não revelados, um era minimizar a influência do Brasil no Mercosul, essa influência não aconteceu.

BRICS: Já citado, não é um bloco econômico como os abordados acima. Este agrupa países emergentes, com principal característica a presença da maior economia do mundo, a da China.

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